Perguntas e Respostas frequentes(O que deve ser lembrado quando pensar em retorno)

P: Vou retornar Para o Paraná, como faço para ter o apoio do projeto Kaeru?

 

R: O projeto Kaeru atende apenas na Capital Paulista. Não temos staff suficiente para atender a outras cidades ou estados, porém, estamos sempre à disposição para o que for possível através de telefones e e-mails, ou até mesmo on-line através de chats e Skype.

 

Mail: projetokaeru@isec.org.br ou kynakagawa@gmail.com

Site: www.projetokaeru.org.br/ ou www.isec.org.br 

Telefone: (11) 3203 1916.

 

P: Os meus filhos frequentaram escola japonesa, vão encontrar dificuldades nas escolas quando no retorno?

R: Se a família planeja regressar em breve ou em algum momento posterior, deve lembrar que  não se aprende o idioma de um dia para outro. Assim, deve lembrar de propiciar o aprendizado da língua portuguesa.  Mesmo as crianças que “sabem” português, é comum encontrarem dificuldades em diversas matérias pela compreensão insuficiente da língua portuguesa, especialmente em séries mais avançadas.  Ser bilíngue, trilíngue pode ser um fator de grande enriquecimento da criança, se não cair no perigo de não ter domínio em qualquer idioma.

 

P: As crianças vão ter dificuldades de adaptação e relacionamento com colegas?

R: Muitas crianças nasceram no Japão ou vieram muito pequenas para o Japão e não conhecem ou não lembram quase nada da vida no Brasil. Assim, é útil explicar as diferenças de usos e costumes brasileiros para preparar as crianças para o que vão encontrar. O Brasil mudou muito e os pais devem se atualizar e pedir ajuda de profissionais e parentes também pode ser importante. Infelizmente, muitas crianças ficam retraídas e apresentam maiores dificuldades de estabelecer relacionamentos pelo fato de se sentirem discriminadas e excluídas, especialmente quando as crianças sofrem “bulling” (ijime).

 

P: O que acontece se não levar os documentos ? O que é preciso levar?

R: A falta de documentos necessários para matricular as crianças nas escolas têm sido uma das causas de alguns problemas. Vocês estão recebendo, à parte, impressos contendo informações desse assunto. Vocês poderão encontrar também, maiores informações acessando o nosso site, onde inclusive, é possível fazer um download de um guia educacional e na parte final desse guia, existe uma explicação detalhada a respeito. Outro documento que tem causado alguns transtornos é em relação à certidão de nascimento e direito da cidadania brasileira das crianças. Quanto a isso, você estão, também, recebendo um impresso à parte.

 

P: Meus filhos nasceram no Japão, não querem voltar. O que se deve fazer se precisarmos retornar com urgência ?

R: As crianças que estão bem acostumadas com as escolas japonesas, provavelmente vão estranhar e apresentar dificuldades na adaptação ao Brasil. Seria útil pensar em todos os prós e contras antes de uma decisão. Não deixe a responsabilidade da decisão para as crianças, nem escondam essa decisão delas. Lembrem-se que as perdas que vão sofrer são grandes. O retorno ao Brasil  ou a vinda para o Japão deve ser planejada. Em meses anteriores da viagem deve ir conversando com seus filhos o porquê e quando o retorno vai acontecer. Permita que eles se despeçam dos lugares que gostou de visitar, das pessoas que lhes eram importantes, escolher o que vai levar e o que pode deixar (inclusive brinquedos, roupas, livros, etc.).

 

P: Teve gente que voltou ao Japão depois de regressar ao Brasil?

R: Sim, gostaria de reforçar que não tomem decisões precipitadas, esses movimentos de idas e vindas têm aumentado o sofrimento das crianças que não sabem onde “criar raízes” e não encontram “o seu lugar”.

 

P: O projeto Kaeru oferece apoio depois de retornar mas é possível fazer alguma coisa antes do retorno, ainda no Japão?

R: Um fator importante é apresentar o Brasil de forma agradável e não salientar apenas os aspectos negativos do país, afinal os pais são as pessoas mais importantes para fazer essa transição. Procurem passar os valores culturais e sociais brasileiros, sem dar a conotação do melhor ou do pior mas como sendo apenas diferentes e que a criança pode transitar  entre elas . O ser diferente não é ser pior e possibilitar manter a autoconfiança e autoestima. Outra questão crucial é o idioma. Lembrem-se que ninguém aprende uma língua de um dia para outro.

 

P: Se está planejando retornar, não seria melhor procurar as escolas brasileiras e não as japonesas?

R: Se uma criança apresenta boa fluência num idioma, ela pode aprender as outras que só vão trazer enriquecimento. Isso quer dizer que ela deve ter em qualquer uma dessas línguas (japonesa ou portuguesa) domínio e fluência. A capacidade de pensar só pode ser adquirida, de fato, através do idioma. O importante é ter uma boa formação da criança como um todo, não apenas idioma ou educação formal.

 

Não se esqueçam que a adaptação dos pais também não será fácil. Lembrem–se que, de qualquer forma, vão passar por situações de tensão, tanto os pais quanto as crianças.  Antecipar algumas soluções e evitar maiores aborrecimentos ajudam a não aumentar ainda mais o estresse de readaptação.